Motivo do blog:


A grande bola da vez é a Física Quântica - que comprova a espiritualidade antiga oriental. Portanto, visto que somos co-criadores e ao mesmo tempo participantes do Universo, vamos aproveitar e criar alegria, amor, paz, tolerância e todas as coisas que fazem o ser humano ser equilibrado e feliz. Vamos criar nossa própria felidade, minha gente, curtindo os dias de nossa vida! CARPE DIEM...

segunda-feira, 9 de março de 2015

JESUS: O PERSONAGEM HISTÓRICO E O CRISTO DA FÉ.



JESUS CRISTO: Afinal quem era esse homem que surgiu do nada para se tornar, em sua curta vida, de talvez apenas 32 anos, um professor, pensador e pregador, cujas palavras e atos viriam mudar o mundo e tornar-se à base para a maior religião do mundo?

Para se entender corretamente o cristianismo fazem-se necessárias algumas distinções, aceitas pela grande maioria dos estudiosos. Assim importa distinguir entre o Jesus histórico e o Cristo da fé. Sob o Jesus histórico se entende o pregador  e profeta de Nazaré como realmente existiu sob César Augusto e Pôncio Pilatos. O Cristo da fé é o conteúdo que surge das pregações dos discípulos que vêem nele o Filho de Deus e o Salvador. 

Outra distinção importante é entre a Tradição de Jesus e a religião cristã. A tradição de Jesus se situa anteriormente a escritura dos evangelhos embora esteja contida neles. Os evangelhos foram escritos depois de trinta e até mesmo sessenta anos depois da execução de Jesus. Nesse espaço de tempo já se haviam organizado comunidades e igrejas, com suas tensões internas naturais às instituições.

Os evangelhos retratam essa realidade. Não pretendem ser livros históricos, mas de edificação e difusão da vida e da mensagem de Jesus como Salvador do mundo.

É preciso reconhecer que os Evangelhos, principais narrativas de Jesus na Bíblia cristã, não são livros históricos no moderno sentido do termo. Os textos dos Evangelhos, todos eles, são uma combinação de elementos históricos e interpretações feitas posteriormente no âmbito das comunidades cristãs. 


O chamado Jesus é uma figura humilde, que põe sua mensagem - o anúncio da chegada do Reino de Deus, acima de qualquer preocupação com sua própria importância. Não se comporta como uma entidade toda poderosa ou onisciente. E coloca em primeiro lugar a história e  destino do povo de Israel, ao qual pertence. É um Jesus que pode ajudar os cristãos a repensarem a  origem de sua própria fé, mas não é uma ameaça a ela.

Existem muitas corrente sobre quem foi Jesus. Muitos dizem que Ele foi profeta de Deus, ou seja, um porta-voz da mensagem do Senhor aos homens; outros dizem que Ele foi um revolucionário, por causa de sua mensagem bem diferente dos discursos da época; e ainda temos os que dizem que Ele foi apenas alguém que tentou mudar Sua sociedade mas que falhou, visto que foi crucificado.

Jesus foi sem dúvida a personagem mais fascinante da história da humanidade.


Praticamente todos os acadêmicos contemporâneos  concordam que Jesus existiu na História, embora não haja consenso sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e de quão perto o Jesus bíblico está do Jesus histórico.



A maior parte dos acadêmicos concordam que Jesus foi um pregador judeu da Galileia, foi batizado por João Batista e crucificado por ordem do procurador romano Pôncio Pilatos. Os acadêmicos construíram vários perfis de Jesus histórico, que o retratam  em um ou mais dos seguintes papéis: o líder de um movimento espiritual, o Messias, um curandeiro carismático, um sábio ou filósofo, ou um reformista igualitário.



A investigação tem vindo a comparar os testemunhos do Novo Testamento com os registros históricos fora do contexto cristão, a fim de determinar a cronologia da vida de Jesus.



JESUS PARA OS CRISTÃOS:

Para os cristãos, Jesus foi um messias - o salvador.



O poder de suas palavras, seu exemplo e suas sábias doutrinas de paz, tolerância e fé, transformaram seus ensinamentos na religião com maior número de seguidores do Planeta. São mais de dois bilhões de cristãos, em todo o mundo, cerca de um terço da população mundial.



De acordo com a fé cristã, Deus mandou seu filho para ser o salvador (Messias) dos homens. Este, seria o responsável por divulgar a palavra de Deus  entre os homens. Foi perseguido, porém deu a vida pelos homens.



Jesus nasceu em Belém, na região da Judéia. Sua família era muito simples e humilde. Por volta dos 30 anos de idade começou a difundir as ideias do cristianismo na região onde vivia. Desperta a atenção do imperador romano  que temia a aparição de um novo líder numa das regiões dominadas pelo Império Romano.



Em suas peregrinações, começa a realizar milagres e reúne discípulos e apóstolos por onde passa. Perseguido e preso pelos soldados romanos, foi condenado à morte por não reconhecer a autoridade divina do imperador. Aos 33 anos, morreu na cruz e foi sepultado. Ressuscitou no terceiro dia e apareceu aos discípulos dando a eles a missão de continuar os ensinamentos.



A principal ideia, ou mensagem, da religião cristã é a importância do amor divino sobre todas as coisas. Para os cristãos, Deus é uma trindade formada por: pai(Deus), filho(Jesus) e Espírito Santo.



Jesus para os cristãos defendia a paz, harmonia, o respeito, um único Deus, o amor entre os homens e era contrário à escravidão.


JESUS PARA OS ESPÍRITAS:


De início, é válido dizer que o Espiritismo  é cristão! Um trecho do Livro dos Espíritos explica de forma clara e objetiva quem é Jesus os para os espíritas.



Perg. 625: Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

"Jesus".

Para os espíritas, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que o Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como  o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque sendo ele o mais puro de quantos tem aparecido na terra, o Espírito divino o animava".



Allan Kardec nos deixou bem definida a concepção espírita sobre a natureza do Cristo, quer física, quer, sobretudo, espiritualmente. 



Tal é a condição espiritual de Jesus: a dos espíritos puros, ou seja, a dos espíritos "que percorreram todos os graus da escala e se despojaram das impurezas da matéria". 



Apesar de integrar o número "dos que não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis", dos que "realizam a vida eterna no seio de Deus", encarnou-se entre nós por missão.



Conforme o nº 233 do Livro dos Espíritos esclarece: "Os espíritos já purificados descem aos mundos inferiores", a fim de que não estejam tais mundos "entregues a si mesmos, sem guia para dirigi-los". 



É bem verdade que ao nº  625 da mesma obra, Allan Kardec apresenta Jesus como " o tipo da perfeição moral que a Humanidade pode aspirar na Terra", em quase exata conformidade com o que diz sobre os espíritos superiores, os quais, segundo ele:

"Quando, por exceção, encarnam na terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a humanidade pode aspirar nesse mundo
 "(nº111).


Rejeitando o dogma da divindade de Jesus, o espiritismo nega somente o que resultou da elaboração  de mentes humanas (ratificada apenas no Concílio de Nicéia, em 325 d.C, na composição de uma teologia que expressa, nesse particular como em muitos outros, uma posição contrária ao do próprio Cristo,uma vez que ele mesmo se coloca em posição de inferioridade em relação a Deus, subordinado a Ele, e se declarando como Seu enviado, como demonstrado pelos versículos abaixo:



JOÃO 14:28 - se me amásseis, alegrar-vos-íeis, de que eu vá para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.



JOÃO 5:30 - Eu não posso de mim mesmo fazer  coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.



João 7:26 - Jesus, pois, levantou a voz no templo e ensinava, dizendo: sim, vós me conheceis, e sabeis de onde sou; contudo eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis.



João 12:40-50 - Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o meu Pai me ordenou. 



Lucas 13:13 - Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã, e no da seguinte; porque não convém  que morra um profeta fora de Jerusalém.



João 14:24 - Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; Ora, a palavra que estais ouvindo não é a minha, mas do Pai que me enviou.



João 28:28-29 - Prosseguiu, pois, Jesus: quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o pai me ensinou, assim falo. E aquele que me enviou está comigo; não me tem deixado só; porque faço sempre o que é do seu agrado.



João 13:16 - Em verdade,  em verdade  vos digo: não é o servo maior que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.



Um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, elucida o que Jesus representa para os espíritas: 



" mas o papel de Jesus não foi o de simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Coube-lhe dar cumprimento as profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera-lhe ensinar o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem  esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização do destino humano".

JESUS PARA OS JUDEUS
Para os judeus ortodoxos, Jesus não preencheu as profecias messiânicas.

Muitos anos antes da época evangélica o povo judeu era escravo no Egito. Então Deus, através de Moisés, o livrou da escravidão e o levou à "terra prometida". Moisés, assim como David, Abraão, Jacó foram líderes que conduziram seu povo. Foram chefes políticos que ajudaram a formar e a estruturar a consciência judaica. Foram líderes de um povo, uma nação.

A maioria dos profetas do Velho Testamento percorreram esse mesmo caminho. A palavra comum (ao analisar o Messias que viria) era um líder triunfante, um chefe. Ele conduziria seu povo à liberdade e derrotaria seus dominadores.

Isaías foi um profeta que descreveu o Messias sem a "roupagem" do poder e do triunfo. Ele descrevia um messias místico, que falava e vivia o sentido mais profundo e atemporal de Deus. Um Messias que sofreria por causa da ignorância dos homens.

Quando Jesus nasceu a Palestina estava sob o domínio do império romano. O povo judeu desejava ardentemente a liberdade.
Muitas revoltas já haviam acontecido e iriam acontecer nesta província. Mais do que nunca a palavra Messias era associada  a ideia de libertação das leis romanas. Um Messias verdadeiro seria um Messias guerreiro que iria libertar seu país e ser rei.

Aqueles que seguiam Jesus,que viam seus milagres e que viam autoridade em sua fala não tardaram a confundí-lo com esse Messias guerreiro estadista. Eles sabiam que Ele tinha poder. O que restava era saber quando Ele iria assumir a liderança de Seu povo e tomar o poder. Mas isso Jesus não fez. E foram muitos os que se decepcionaram.


 JESUS NÃO PRENCHEU AS PROFECIAS MESSIÂNICAS.



O que Jesus deveria atingir
a-Construiria o Templo Sagrado
b-Levaria todos os judeus de volta a terra de Israel
c-Introduziria uma era de paz mundial, e terminaria com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: "Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra".
d-Divulgaria o ensinamento do Deus de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: "Deus reinará sobre todo o mundo - naquele dia, Deus seria Um e seu nome seria Um".

Para os judeus o fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma dessas profecias messiânicas.


JESUS PARA OS MÍSTICOS


Para os místicos Jesus foi (e ainda é) um mestre Cósmico que possui um importante papel na evolução da humanidade. 

Jesus é um guia de luz, um ser elevado espiritualmente  para nos guiar com sua infinita sabedoria.


Os mestres espirituais(como Jesus) são a verdadeira fonte para aprendermos as leis do Universo e e o regresso ao caminho de Deus. Seu papel é ajudar o planeta e a humanidade conforme avançamos de uma vida para a seguinte, até que alcancemos o auto-domínio e a liberação final da roda da vida.

Jesus, mestre soberano, veio para trazer a verdade do ser criador de todas as coisas para  as criaturas do nosso planeta, e o fez com toda a humildade.

Jesus nos esclarece o caminho nos ensinando os passos que devemos dar rumo ao auto-conhecimento. Ele nos guia entre as provas da vida e permanece conosco entre as diferentes vidas. Quanto mais estudamos seu ensinamentos, quanto mais nos voltamos abertos e conscientes de sua presença, mais Ele se converte em uma força visceral e poderosa em nossas vidas.




JESUS FOI UMA PESSOA REAL?

Jesus Cristo realmente existiu ou o cristianismo foi criado em torno de uma lenda? Poucos estudiosos contestam a existência de Jesus, mas alguns inimigos do cristianismo estão tentando provar o contrário.

Em um processo contra o Vaticano, a Igreja foi acusada de inventar a história da existência de Jesus. Apesar de o caso ter sido retirado da Corte em fevereiro de 2006, o querelante, Luigi Cascioli, apelou, mas o caso foi finalmente fechado. Os argumentos contra a existência de Jesus vieram à público na rede CNN de TV quando Ellen Johnson, presidente da American Atheists, declarou:

"A verdade é que não existe nenhuma vírgula de evidência secular que Jesus Cristo realmente existiu. Jesus Cristo e o cristianismo se referem à uma religião moderna. E Jesus Cristo é uma compilação de outros deuses: Osíris, Mitras e outros tiveram a mesmas origens e a mesma morte como o mitológico Jesus Cristo". 


Johnson e um grupo de líderes religiosos discutiram a questão, "O que acontece depois que morremos?" em um programa Larry King Live da CNN. O normalmente imperturbável King pausou e refletiu, respondendo depois: " Então você não acredita que Jesus Cristo existiu?" Com um ar de confiança, Johnson respondeu: "Não, não existiu. Não é no que  eu acredito, simplesmente não existe evidência secular  de que Jesus Cristo de fato existiu". King ficou sem resposta e foi para uma pausa para os comerciais. Nenhuma discussão de evidencia contra ou favor da existência de Jesus se prosseguiu. A audiência internacional da televisão ficou apenas se perguntando.

Cinquenta anos antes, Bertrand Russel chocou sua geração com o livro "Porque não sou cristão", onde questionou a existência de Jesus. Ele escreveu:

"Historicamente, é bastante duvidoso se Cristo realmente existiu, e se  Ele existiu, nada sabemos sobre Ele, tanto que não estou preocupado com a questão histórica, que é por si só uma questão bastante difícil."

É possível que o Jesus que muitos julgam real nunca tenha existido? Em a História da Civilização, o historiador secular Will Durant colocou a seguinte questão:

"Terá Cristo realmente existido? Será que a história do fundador do cristianismo é produto da dor, imaginação e esperança humanos - um mito comparado às lendas de Krishina, Osíris, Átis, Adônis, Mitra e Dionísio?"

Durant indicou como a história do cristianismo possui muitas semelhanças suspeitas com as lendas dos deuses pagãos. Então, como podemos saber com certeza que este homem, que muitos idolatram e outros amaldiçoam, foi de fato real?

MITO VERSUS REALIDADE

Vamos começar com uma questão mais fundamental: o que distingue mito da realidade? São três razões primárias:

  1. documentos  escritos de historiadores antigos;
  2. impacto histórico;
  3. outras evidências históricas e arqueológicas.

DOCUMENTOS HISTÓRICOS SOBRE JESUS

Para Jesus existem relatos tanto religiosos quanto seculares. Mas devemos levantar a questão: será que eles foram escritos por historiadores confiáveis e objetivos? Vamos dar uma olhada.

RELATOS NÃO CRISTÃOS ANTIGOS

Quais historiadores do primeiro século que escreveram sobre Jesus não tinham intenções cristãs?

Primeiramente, vamos ver os inimigos de Jesus.

Seus oponentes judeus seriam os que teriam mais a ganhar negando a existência de Jesus. Mas as evidências apontam o contrário. "Muitos textos judeus contam sobre sua existência em carne e sangue. Ambos os Guemoras do Talmude judeu fazem referências a Jesus. Apesar de consistirem de apenas algumas poucas e amargas passagens que visam refutar a  divindade de Jesus, esses são  textos judeus muito antigos que não o indicam como pessoa histórica".

Flávio Josefo foi um notável historiador judeu que começou a escrever sob a autoridade romana em 67 dc. Josefo nasceu apenas alguns anos após a morte de Jesus, tinha conhecimento da reputação de Jesus tanto entre os romanos como entre os judeus. Em seu famoso Antiguidades Judaicas (97 dc) Josefo escreveu sobre Jesus como uma pessoa real.

"Naquele tempo viveu Jesus, um homem santo, se ele pode ser chamado de homem, pois realizou trabalhos poderosos, ensinou aos homens e recebeu com prazer a verdade. E ele foi seguido por muitos judeus e muitos gregos. Ele foi o Messias."

Apesar de haver certa controvérsia a respeito do relato, especialmente quanto a referência de Jesus ser o messias (estudiosos são céticos, pensando que os cristãos inseriram essa frase), Josefo de fato confirmou sua existência.

E sobre os historiadores seculares que viveram nos tempos antigos, mas não tinham motivações religiosas? Existe atualmente confirmação de pelo menos 19 escritores seculares antigos que fizeram referência a Jesus como uma pessoa real.

Um dos maiores historiadores da antiguidade, Cornélio Tácito, afirmou que Jesus sofreu com Pilatos. Tácito nasceu cerca de 25 anos antes da morte de Jesus e ele testemunhou como o alastramento do cristianismo começou a afetar Roma. Os historiadores romanos escreveram negativamente sobre Cristo e os cristãos, identificando-os em 115 dc, como "uma raça de homens detestados por suas práticas e chamados geralmente de Chrestiani. O nome deriva de Chrestus, que no reino de Tibério, sofreu com Pôncio Pilatos, procurador da Judéia".


Os seguintes fatos sobre Jesus foram escritos por fontes antigas não cristãs:

  1. Jesus era de Nazaré;
  2. Jesus viveu uma vida virtuosa e sábia.
  3. Jesus foi crucificado na Judéia por Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério Cesar na época da páscoa, sendo considerado um rei judeu.
  4. Os discípulos de Jesus acreditavam que ele morreu e ressuscitou de entre os mortos três dias depois.
  5. Os inimigos de Jesus reconheciam que ele realizava feitos desconhecidos que eram chamados de "bruxaria".
  6. O pequeno grupo de discípulos de Jesus multiplicou-se rapidamente, alastrando-se até Roma.
  7. Os discípulos de Jesus negavam o politeísmo, viviam vidas moralmente adequadas e idolatravam Cristo como Deus.
O teólogo Norman Geisler declarou:

"Esta visão geral é completamente coerente com a do Novo Testamento".

A Enciclopédia Britânica cita esses vários relatos seculares da vida de Jesus como prova convincente da sua existência. Ela declara:

" Esses relatos independentes provam que nos tempos antigos os oponentes do cristianismo nunca duvidaram da historicidade de Jesus".

IMPACTO HISTÓRICO

Uma importante distinção entre um mito e uma história real e uma pessoa real é como esta figura impacta a história.

Os governos do primeiro século da Judéia e de Roma não foram muito afetados pela vida de Jesus. O cidadão romano médio não sabia que ele existiu até muitos anos após sua morte, e a cultura romana permaneceu à parte de seus ensinamentos por décadas e muitos séculos se passariam antes de matar cristãos no coliseu  tornar-se um passatempo nacional. O resto do mundo teve pouco conhecimento dele. Jesus não liderou nenhum exército. Ele não escreveu nenhum livro nem mudou nenhuma lei. Os líderes judeus esperavam ter eliminado sua memória e parecia haver conseguido.

Hoje, contudo, a  Roma antiga está em ruínas. As poderosas legiões romanas e a pompa da potência imperial  de Roma foram esquecidos. E como Jesus é lembrado hoje? Qual sua influência duradoura?

  1. Mais livros foram escritos sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa na história.
  2. Nações usam suas palavras como base para seu governo. De acordo com Durant, " o triunfo de Cristo foi o início da democracia".
  3. Seu Sermão no monte estabeleceu um novo paradigma de ética e moral.
  4. Escolas, hospitais, e trabalhos humanitários foram criados em seu nome. Harvard, Princeton, Yale e Oxford foram algumas das universidades que devem aos cristãos sua fundação.
  5. O papel elevado das mulheres na cultura Ocidental tem sua origem em Jesus (As mulheres dos dias de Jesus eram consideradas inferiores e praticamente não pessoas até seus ensinamentos serem seguidos).
  6. A escravidão foi abolida no Reino Unido e nos Estados Unidos com base nos ensinamentos de Jesus de que cada vida humana é preciosa.
  7. Ex-dependentes de álcool e drogas, prostitutas e outros buscando propósitos na vida declaram que ele é a explicação para a mudança nas suas vidas.
  8. Dois bilhões de pessoas consideram-se cristãs. Enquanto algumas são cristãs apenas no nome, outras continuam a influenciar nossa cultura de acordo com os princípios ensinados por Jesus de que toda vida é valiosa e de que devemos amar uns aos outros.
Incrivelmente, Jesus causou todo esse impacto como resultado de  um ministério de apenas três anos. As evidências documentadas e o impacto histórico apontam para o fato de que Jesus de fato existiu. E se de fato existiu, também podemos esperar procurar suas marcas nos detalhes históricos. Os mitos não deixam tais detalhes que o confirmem.

Um dos pontos principais para os estudiosos é o fator tempo. Notícias do  cristianismo espalharam-se rápido demais para serem atribuídos a um mito ou lenda. Se Jesus não tivesse existido, os que se opunham ao cristianismo decerto teriam-no intitulado um mito desde  o início. Mas eles não fizeram isto.

Jesus Cristo impactou a paisagem da história como um grande terremoto. Esse é o rastro de evidência que convence os estudiosos que Jesus de fato existiu e de fato impactou nosso mundo há 2 mil anos atrás.

Arqueólogos confirmaram a existência de Pilatos em 1962 quando descobriram esse nome incluído em uma inscrição numa pedra escavada. Da mesma maneira, a existência de Caifás era incerta até 1990, quando foi descoberto um ossuário(caixa de ossos) contendo essa inscrição.

Mas a evidência histórica mais concludente sobre a existência de Jesus foi a rápida ascensão do cristianismo. Como pode ser explicado sem Cristo? Como esse grupo de pescadores e outros trabalhadores poderiam ter inventado Jesus em poucos anos? Durant respondeu sua própria questão introdutória - Cristo realmente existiu? - com a seguinte conclusão:

"Alguns homens simples terem inventado em uma geração uma personalidade tão poderosa e atraente , tão elevada, ética e inspiradora de uma visão de irmandade humana, seria um milagre ainda mais incrível do que a registrada nos evangelhos".


O VEREDICTO DOS ESTUDIOSOS

Clifford Herschel Moore, professor da Universidade de Harvard, declarou sobre a historicidade de Jesus que "o cristianismo conheceu seu salvador e redentor e não um deus qualquer cuja história era baseada em  fé mítica...Jesus foi histórico e não um ser mítico. A fé cristã baseia-se em fatos positivos, históricos e aceitáveis".

Enfim, a ampla documentação da vida de Jesus por escritores da época, seu profundo impacto histórico e a evidência tangível e confirmadora da história persuadiram os estudiosos de que Jesus de fato existiu. Será que um mito poderia ter feito tudo isto?

Independentemente do que qualquer um possa pensar,  Jesus de Nazaré foi uma figura dominante na história da cultura ocidental por 20 séculos...É de seu nascimento que a maioria das raças humanas datam seus calendários, é em seu nome que milhões amaldiçoam ou rezam.


Jesus nos afirmava que tudo que procuramos que tudo que buscamos está dentro de nós e a nossa volta (como unidade) e que nenhum templo é mais sagrado que nosso corpo, abrigando tudo o que somos e sempre seremos.

ENTÃO: "NÓS SOMOS O NOSSO CAMINHO, A NOSSA VERDADE E A NOSSA VIDA".


Fonte:site muito além das palavras

sábado, 27 de dezembro de 2014

"DICAS" PARA NOSSA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL



  • Não existe religião superior a verdade. A busca espiritual precisa ser aperfeiçoada sempre. A ignorância é o mal da humanidade. As verdades são relativas;
  • Nossa consciência é imortal, seu corpo físico pode até vir à óbito, mas sua consciência é energia e energia nunca se perde;
  • Essa busca é acessível a qualquer pessoa. Não requer grau iniciático nem que você seja membro de qualquer grupo específico, adepto de uma ou outra filosofia, tampouco de ser integrante de uma sociedade secreta. É para qualquer um que queira se abrir para o movimento evolutivo e incessante do Universo;
  • No Universo tudo é cíclico; entenda isso e você será bem mais feliz. Existe tempo para tudo, o momento certo de cada coisa. Mas tudo vai e vem, nasce e morre, levanta e cai, clareia e escurece, esquenta e esfria;
  • Para cada ação há uma reação, por isso você não é vítima de nada. Tudo o que você está colhendo em sua vida hoje é resultado do que plantou no passado. "A cada um será dado conforme suas obras";
  • O pensamento é quem cria e transforma a sua realidade. Os pensamentos são os geradores dos estados de espírito, se você souber moldá-lo positivamente também vai moldar um futuro positivo;
  • Você co-cria o futuro o tempo todo. A sua forma de reagir à vida e aos seus acontecimentos podem alterá-la a todo instante;

  • Não existem gurus, você é o maior mestre da sua existência e responsável pela sua evolução. As pessoas mais sábias que existem ao nosso redor podem nos ajudar a compreender melhor os nossos papéis, no entanto jamais executá-los por nós;
  • Todos  temos a capacidade de influenciar o psiquismo de qualquer lugar e qualquer pessoa. Quando irradiamos uma intenção positiva, conscientente podemos influenciar multidões a agirem da mesma forma. Agindo assim, passamos a ser colaboradores de Deus no processo evolutivo. Isso é se tornar um ótimo exemplo para a humanidade;
  • Todo pensamento, emoção e sentimento gera uma energia. A questão da polaridade da energia ser positiva ou energia negativa é escolha de cada um;
  • A busca diária e consciente por um estado de espírito elevado é um dos dos pontos mais importantes desse processo, requer disciplina e dedicação, mas podem ser conquistadas de muitas formas diferentes e assimiladas de maneira natural, sem complicações;
  • Desenvolver a espiritualidade é assumir e cumprir compromissos com a  nossa própria essência. Se você não encontrar tempo para a sua evolução, inegavelmente vai se tornar solo fértil para desequilíbrios de qualquer ordem por simples negligência;
  • Somos Deus em essência, feitos à sua imagem e semelhança. Quer dizer que temos a capacidade de vibrar, gerar e emanar as mesmas bênçãos que Ele possui, seja Ele quem for;
  • Não precisamos de religião para nos espiritualizarmos. A consciência do coração é nosso maior guia. Na verdade, o que mais importa é viver de acordo com princípios divinos de amor, amor, amor;
  • O respeito ao nível evolutivo de cada um é tão importante quanto a busca constante. As religiões mais antigas e de certa forma obsoletas ainda podem ser muito úteis às pessoas que de certa forma não estão prontas para experimentar a busca da espiritualidade universalista. Amar o próximo como a ti mesmo significa também esse respeito;
  • A busca pelo desenvolvimento da espiritualidade nunca termina. Pelo amor ou pela dor, um dia, em algum momento, você vai se render a necessidade de buscá-la. Comece o quanto antes, isso facilita as coisas e torna a vida mais prazerosa; 
  • As verdades do universo sempre vão se manifestar em nossa existência, podemos até tentar atrasar esse acontecimento, mergulhando nas ilusões, mas jamais poderemos evitá-las. Algumas 
  •  verdades são relativas, mas as verdades de Deus são absolutas; 
  • Orai e vigiai é um dos instrumentos mais importantes nessa busca. Manifesta a necessidade que temos de cuidar com atenção todas as coisas que produzimos em nossos pensamentos, tendo consciência de qual tipo de energia estamos gerando para o universo e para nós mesmos, que por consequência poderá aproximar acontecimentos na mesma frequência. Somos eternos responsáveis. "Não faça para o seu próximo aquilo que não quer que lhe façam";
  • As respostas dos nossos anseios estão dentro de nós. Precisamos a aprender a buscar no nosso interior, evitando a busca desenfreada e iludida por soluções e respostas no mundo externo;
  •  O livre-arbítrio é uma ferramenta que deve ser usada com sabedoria. A liberdade existe, a reação também, pense sempre que todos os atos geram consequências. Atos positivos, consequências também positivas. O inverso obedece a mesma lei;
  • O universo se comunica o tempo todo conosco, através de sinais, coincidência e flechas dos anjos. É preciso melhorar a recepção desses sinal cósmico. Aprenda definitivamente a aproveitar todas as dicas que surgem sutilmente através das pessoas, situações e acontecimentos que soam como coincidências. Essas não existem. O que há é uma energia de sincronicidade que faz as coisas parecerem meras coincidências. Aprenda a aproveitá-las sempre;
  • Você tem uma missão a ser realizada existência e precisa se alinhar a ela. Não dá para achar que nosso único propósito aqui na Terra é apenas trabalhar, pagar  contas e sobreviver. Temos que evoluir e isso significa muito mais do que defender apenas os interesses do mundo material;
  • A solução dos seus problemas não está em outra pessoa. As pessoas ao seu redor podem ser o gatilho da sua evolução, bem como podem ser amparadores nessa jornada, jamais salvadores, tampouco culpados por nada; 
  • Milagre é a sua capacidade de transformar problemas e oportunidades de evolução em crescimento espiritual;
  • Definitivamente entenda que para o nosso Planeta sair desse caos, ele precisa de muito esforço de nossa parte;
  • A gratidão e a meditação são exercícios diários para manter qualquer pessoa em contato direto com os planos superiores e os melhores níveis de vibração. Se você não aprender a ser grato pelo que tem, jamais vai conseguir conquistar sucesso, paz e saúde;
  • Aprenda a se alimentar das coisas simples da vida, compreenda a essência da sua existência e livre da miopia consciencial e do egoísmo. O apego e o materialismo excessivo escravizam pois tornam as pessoas dependentes uma das outras e de coisas materiais;
  • Não há problema algum em ganhar dinheiro, quando de forma idônea e ética. É melhor você ter bastante dinheiro, ser feliz, inclusive usá-lo com sabedoria para ajudar mais pessoas a evoluirem, do que rejeitar tudo por medo. O dinheiro é uma energia muito importante da terceira dimensão, que pode contribuir nessa busca evolutiva. Votos de pobreza na maioria dos casos, no que tange a realidade atual, só piora as coisas. Seja sensato, não se auto penalize, dinheiro não é sujo e ser rico não é pecado, desde que você torne a riqueza também um estado de espírito;
  • Seu corpo físico não é tudo! Somos constituídos de uma essência transcendental a essa casca densa. Não deixe de cuidar com carinho e atenção do seu corpo, mas ele é apenas um dos pés de uma cadeira. Não se iluda com as aparências;
  • Nossa meta maior aqui na terra é a evolução constante, que implica em purificação  das caracteristicas de inferioridade da nossa personalidade e na harmonização dos conflitos entre outras pessoas;
  • O fato de você não querer evoluir ou não querer se espiritualizar não interrompe o movimento evolutivo do universo. Precisamos ficar atentos, porque muitas vezes nossas decisões e formas de agir são contrárias a esse movimento. Quando isso acontece é comum o caos se instalar na vida das pessoas;
  • Não confunda consciência espiritual com nível cultural, condição financeira ou hierarquia social. Quantos não sabem ler, mas são "Doutores" na arte de compreender Deus. É preciso engolir a arrogância, sejamos humildes, é mais sensato e saudável, pois combina mais com nossa ignorância natural à qual precisamos vencer.

POSTURAS DO ESPIRITISMO


Numa época em que o Espiritismo invade as mídias temos a dizer que o codificador, Allan Kardec, jamais quiz institucionalizar a doutrina, jamais advogou a limitação do livre-pensar, dando completa liberdade aos adeptos de entenderem os princípios espíritas conforme seu grau evolutivo , sem saltos.

Allan Kardec estabeleceu critérios para validação das comunicações mediúnicas que foram esquecidos por alguns praticantes da filosofia espírita, mesmo que, com o passar do tempo, as premissas de análise pudessem ser aprimoradas e desenvolvidas - o que também não ocorreu.

Em face da grande influência católica em nosso país, e considerando a influência afro-brasileiro, o Espiritismo enquanto movimento sofreu e sofre constantemente a influência de ambos, resultando daí a "dogmatização" de determinados ensinamentos, a "ritualização" nas instituições, a "hieraquização" de médiuns/dirigentes, mistificando-os e endeusando-os, e, o que é pior, a atuação de órgãos federativos como "censores" e "prescritores" de condutas, abonando ou desencorajando, validando ou descredenciando pessoas, obras ou movimentos. Isso tudo é lamentável, mas decorre da nossa condição de espíritos errantes, aplicando ao movimento e ás instituições nossa visão ainda acanhadas e  nossas interpretações parciais.

Uma casa espírita sintonizada com Kardec é uma instituição onde as pessoas se respeitam, se conhecem, procuram viver em harmonia e entender que as diferenças interpretativas não devem ser abominadas e afastadas, muito ao contrário, devem ser fomentadas. Evidentemente, em termos administrativos, haverão diretrizes a serem respeitadas, em prol do coletivo. Mas que as decisões e deliberações sejam coletivas, democráticas, e que se prime pelo respeito ao pensamento do codificador e suas balizas no trabalho e na ação espírita. O próprio Kardec nos legou oportunos exemplos: ver "Constituição do Espritismo" em Obras Póstumas, e o opúsculo "Instruções práticas sobre as manifestações espíritas" e diversos outros tópicos em "O que é o Espiritismo", obra pouco valorizadas pelos espíritas mas que, na conceituação do próprio Kardec, deveria ser uma das primeiras a serem lidas, e depois consultada com frequência.

Que tal imaginarmos que cada um de nós é parte integrante e responsável  pela disseminação do conhecimento? Que tal envolver as pessoas, diretamente, na tarefa de perpetuação das informações de natureza espiritual? O legado de Kardec perspassa a ação consciente e  dedicada de todo aquele estudioso que compreende os efeitos da mensagem espírita em si e busca disseminá-lo, para que outra pessoas possa ter acesso a ele, modificando-se e buscando a felicidade.


QUAL O PAPEL DE JESUS NO ESPIRITISMO?

Um papel considerável, como o dos demais avatares presentes na história da Humanidade. Há personagens com grandes lições e exemplos, não necessariamente vinculados a movimentos ditos religiosos. Há alguma confusão no meio espírita(lamentavelmente entre dirigentes e palestrantes) sobre a condição espiritual de Jesus e sua missão nesse planeta. 

"Jesus: Deus ou homem? Mito ou Verdade? Humano ou Agênere? Espírito Puro ou Superior?"

Jesus é um homem formidável. Nas descrições bastante realistas e "humanas" contidas na obra de J.J. Benitez, "Operação Cavalo de Tróia", que apresentam Jesus como homem, com gostos e preferências, atitudes comuns aos homens de seu tempo e virtudes e atitudes compatíveis com um espírito ainda não totalmente perfeito, evoluído completamente ou, como constaria na "Escala Espírita", Espírito "puro". Esse jesus é o que deveria
ser o Jesus espírita, o das parábolas e exortações ao progresso pessoal e à superação de si mesmo, como na frase à ele atribuída: "Vós sois deuses, brilhe a vossa luz" ou "Tudo o que eu faço, vós também podeis fazer", entre outras.

Considerar Jesus como um dos guias e modelos para a Humanidade, mas não o único, já que a tradução "usual" e conhecida da resposta a questão 625 do "Livro dos Espíritos" está errada na maioria das edições. Herculano Pires assim traduziu: "Vede Jesus" permitindo que tenhamos a clara ideia  de que muitos foram, são e serão os missionários a apresentar "dicas", apontar "caminhos" e "distribuir" conselhos para todos que estão "a caminho".

O que diferencia os seres entre si não é a "advetização" que ostentam ou o posicionamento filosófico (ou religioso) que tenham, mas os esforços para vencer as más inclinações, como está contido nos fundamentos da Doutrina e a realização de boas obra a favor do semelhante.

Muito se avançou no sentido da estruturação do movimento organizado, tendo entidades que produzem material e assessoram, com materiais especializados,o desenvolvimento de determinadas áreas dentro do conteúdo  da ação espiritista. Também se pensarmos em número de adeptos e simpatizantes, a Doutrina Espírita tem ocupado um local de destaque na Sociedade, sendo disponibilizado o conhecimento espírita à milhões de pessoas, alavancado pelo crescente e acentuado interesse  de empresas comerciais: (de mídia, cinema, televisão,jornalismo, CDs, DVDs, livros,etc) em altas temáticas espiritualistas e até espíritas (documentários, filmes-biografias e adaptações de obras literárias), percebendo o verdadeiro "filão" econômico existente.

Contudo, em termos de liberdade de pensamento e de expressão ainda ficamos devendo, se comparado à realidade mundial dos países democráticos. Há gente que defende a existência de uma "pureza doutrinária", a prescrição de "obras autorizadas" ou "conformes" o pensamento espírita e a necessidade de uma diretriz geral emanadas de  órgãos superiores, que teria de ser seguida por todos, pessoas ou instituições.


Se buscarmos o pensamento legítimo do Codificador, encontraremos várias e destacadas afirmações sobre a garantia do livre-pensar e da possibilidade de convivência entre os "diferentes", buscando-se as semelhanças e respeitando o próprio desenvolvimento individual (calcado nas experiências vivenciais de cada indivíduo, diferentes de per si). Isto é fundamental para entendermos que, entre os homens do século XXI, há muita proximidade nas formas de buscar o entendimento sobre as realidades espirituais e aproximar as vertentes é o principal desafio dos espíritas conscientes e interessados. Discriminar, impor, separar, segregar ou rotular não são ações oportunas no dicionário espiritual.


O MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO

O movimento, na verdade, são "vários movimentos". Há o majoritário, supervisionado pela Federação Espírita Brasileira(FEB), presente em todos os cantos do país. Podemos cognominá-lo, para fins didáticos, de movimento religioso espírita, já que suas vigas mestras são a consideração do espiritismo como uma seita (moderna) cristã, a existência de um tríplice aspecto (ciência, filosofia e religião) no Espiritismo, o reconhecimento da figura central de Jesus e seu "reconhecimento" como Espírito Verdade, entidade que se identificou a  Kardec, e que assina ou dita grande parte dos textos contidos nas obras iniciais da Doutrina.

Há um outro segmento, não-religioso (laico) que adota a definição do próprio Codificador, para o Espiritismo, como "filosofia espiritualista com bases científicas e consequências morais" e que entende a necessidade de superar a fase "religiosa" do Espiritismo (vide a dissertação "períodos do espiritismo", do próprio Kardec (Revista Espírita, dezembro/1863),
alcançando o período intermediário que desembocará no de regeneração social.


PERÍODO DE LUTA

Extraído do texto de Allan Kardec, na Revista Espírita, dezembro de 1863.

O primeiro período do Espiritismo, 
caracterizado pelo fenômeno das mesas girantes,  foi o da curiosidade. O segundo foi o período filosófico, marcado pelo  aparecimento do Livro dos Espíritos. A partir desse momento o Espiritismo  tomou uma caráter completamente diverso. Entreviram-lhe o objetivo e o alcance, e hauriram fé e consolação, sendo tal a rapidez de seu progresso que nenhuma outra doutrina filosófica ou religiosa oferece exemplo semelhante.Depois veio o período de luta, em virtude de seu crescimento em todos os setores da sociedade. Então uma verdadeira cruzada foi dirigida contra ele, sendo que o início foi o auto de fé de Barcelona, de 09 de outubro de 1861.O quarto período será o religioso (escrito em 1863); depois virá o quinto, período intermediário, consequência natural do precedente, e que mais tarde receberá sua denominação característica. O sexto e último período será o de regeneração social, que abrirá a era do sec. XX. Nessa época, todos os obstáculos à nova ordem de coisas determinadas por Deus para a transformação da Terra terão desaparecido. A geração que surge, imbuída de ideias novas, estará em toda a sua força, e preparará o caminho que há de inaugurar o triunfo decisivo da união, da paz e da fraternidade entre os homens, confundidos numa mesma crença, pela prática da lei evangélica. Os tempos preditos são chegado, mas em vão que procurais sinais no céu: esses sinais estão ao vosso lado e surgem de todas as partes. 

É notável que as comunicações dos espíritos tenham tido um caráter especial em cada período: no primeiro, das mesas girantes, eram frívolas e levianas; no segundo, foram graves e instrutivas; à partir do terceiro, eles pressentiam a luta e suas diversas peripécias. A maior parte do que se obtém hoje nos diversos centros tem por objetivo prevenir os adeptos contra as intrigas de seus adversários. Assim, por toda parte, são dadas instruções a este respeito, assim como por toda parte é anunciado um resultado idêntico.
Extraído do artigo dManoel
Fernandes