Há sempre, para tudo, várias possibilidades no mundo "real", e dentre essas possibilidades quânticas o observador escolhe uma. Interpretar é, sob o ponto de vista quântico, escolher, para transformar em realidade, uma entre múltiplas possibilidades.
É a consciência do observador que importa. É ela, focada numa intenção estabelecida que permite, entre infinitas possibilidades, realizar uma. É preciso fé; crer em si e não apenas querer crer.
Só crendo em si, de forma absoluta, é possível transportar do mundo de possibilidades para o chamado mundo real, que não existe independentemente da consciência individual, coletiva ou cósmica.
Não esqueçamos que tudo começa no pensamento, na emoção e em sua leitura. Os nossos pensamentos criam uma forma, forma astral que, adquire vida e procura buscar afins, em outro nível de realidade. Como seu alimento é o pensamento que os criou, buscam aproximar-se do ser criado para induzí-lo a pensar da mesma forma. Asim, pessoas que não querem ter pensamentos de ódio, surprendem-se pensando em odiar. A única maneira de acabar com essa interferência nociva é matar a forma por carência de alimentos. É cortar o fornecimento do pensamento que a nutre, numa luta do criador com a sua criatura.
Podemos nos viciar em emoções negativas como também podemos cultivar as emoções boas e, por esse caminho, repetí-las com facilidade cada vez maior.
CORREÇÃO DE RUMO
É tempos de entendermos e vivenciarmos o novo paradigma, que é uma ampliação do antigo. Saber que o Universo é maior do que imaginamos e que nossas possibilidades vão além do que atualmente produzimos.
Somos uma consciência que recebe um corpo físico para experiência evolutiva e muitas vezes devemos nos perguntar o que estamos fazendo conosco.
Que caminhos e possibilidades estamos elegendo? As que nos engrandecem ou as que nos apequena? A escolha é sempre nossa e a responsabilidade também. Por que muitas vezes as pessoas se entregam a uma vida mesquinha, sem brilho, quase sem evolução?
Possivelmente estejam presas ao velho paradigma do mundo sombrio e do observador incapaz de intervir. Provavelmente não as ensinaram a sonhar com nada melhor, a conhecer a beleza do seu ser e a se trabalhar de dentro para fora.
Somos mais do que pensamos e podemos ser muito mais. "Vós sois deuses". Mas para atingir esse potencial, precisamos nos reconhecer como tais e agir em consonância com nossa verdadeira dimensão.
Realmente, o ato de poder escolher é o grande toque de liberdade que a Física Quântica trouxe ao eliminar o determinismo. A escolha deve atender as necessidades de nossas almas.
Basicamente somos emoções. Ao bloquear-nos para atender esperadas imagens externas vamos aceitando posições contraditórias, insustentáveis. Vivemos num mundo de troca de emoções e devemos deixar que nossas aspirações venham à tona. Ter foco.
Preocupar-nos em relação a determinados problemas, sofrer inutilmente, é sofrer por antecipação criando um clima de angústia, e como consequência escolhemos mal. Sofrendo antecipadamente, bloqueamos a possibilidade de uma boa escolha.
Enquanto o homem comum que comprou a ideia de que nada pode mudar em seu mundo vive triste, queixosa e pobremente, vendo em cada manhã o início de novas rotinas, o Mestre vê cada novo dia como possibilidades de criar um novo caminho e de criar novas realidades.
CRIAR O DIA-CRIAR - O CAMINHO
Devemos todas as manhãs criar o nosso próprio dia, de forma consciente. Assim estaremos afetando o nosso Campo Quântico. Podemos pedir aos observadores que, se estiverem olhando enquanto planejamos o nosso dia, e há um aspecto espiritual em nós, que nos auxiliem nessa escolha e saibamos o que podemos fazer e que o sinal vem dos observadores.
Sem dúvida alguma os observadores a quem o cientista Dispenza se refere são os espirítos: espirítos protetores, anjos da guarda, campos energéticos influenciáveis pelo pensamento, podem representar realidades distintas, mas não excludentes.
O certo é que criando cada dia, estou criando o meu destino, do ponto de vista espiritual. As escolhas nos permitem transcender, mudar, levar a níveis cada vez mais altos sendo possível acessar o aspecto espiritual do nosso cérebro.
Quando desejamos muito alguma coisa e ficamos tão envolvidos que chegamos a perder a noção de espaço e tempo, estamos observando a Física Quântica em atividade. É o observador em pleno efeito, naquele estado de consciência em que cria ou altera a realidade.
AS MELHORES ESCOLHAS
Buscar o novo significa sair dos centros negativos, antigas conexões, desfazendo velhas redes que, do ponto de vista das conexões cerebrais, reafirmam nossa personalidade fraca.
Mas a busca bem sucedida deve atender nossa consciência. Muitas vezes as pessoas estão obcecadas pelos padrões da mídia, que objetiva padrões impossíveis, que ninguém consegue alcançar, em termos de aparência física, definição de beleza e valores.
São ilusões a que as pessoas se rendem e as levam a viver na mediocridade.Pensam que as mudanças devem vir de fora para dentro, quando deveria ser o contrário. Se a pessoa não se aceita e busca padrões impossíveis, as intervenções externas terão pouco impacto no sentido de torná-las mais feliz. No entanto, se a pessoa entende que nos construímos de dentro para fora e temos aspirações equilibradas, esse simples pensamento de harmonia passa a colapsar o melhor para nós. O sonho rege a realidade.
É preciso deixar a alma vir à tona. Não confundir o ter com o ser. É super aborrecido ter de ficar escutando das pessoas a última viagem que fizeram à Europa, sempre com detalhes de em que hotéis ficaram e coisas do gênero; sobre a casa da praia que compraram, quantos metros quadrados ela possui e principalmente quanto custou.
Nessa ilusão, o espirito, a alma, podem nunca aparecer para dizer que quer crescer, mudar, ser algo mais. Mas, se a alma vem á tona, a pessoa começa a se perguntar se há algo além disso: "por que estou aqui?" "Qual o propósito da vida?"
Quando tais percepções começam a pessoa pode ter a sensação de estar tendo um colapso nervoso. Não se trata disso. É apenas o desmoronamento do seu velho mundo, com todos os seus valores supérfluos. A travessia é um tanto perturbadora: ou a pessoa volta para falsas seguranças ou cultiva a esperança e realiza avanço espiritual.
Mudando o modo de pensar, mudamos as intenções e mudamos a vida. Transformamo-nos de dentro para fora, e essa é a verdadeira transformação. Mudamos o velho ser que éramos, para o novo ser que poderemos ser.
CONSCIÊNCIA X LIVRE-ARBÍTRIO
Para muitos físicos quânticos a descontinuidade do salto quântico é vital. A descontinuidade do salto quântico significa que nem todos os níveis são possíveis para os elétrons num átomo. Então, quando um elétron suficientemente energizado passa de um nível para outro mais alto, só poderá fazê-lo recebendo a quantidade de energia correspondente à diferença entre os dois níveis, pois não poderá ocupar posições intermediárias.
Ao passar de um salto para outro, realiza o salto quântico. Mas como não pode ocupar posições intermediárias, não pode passar pelo espaço natural, o espaço vulgar que separa os dois níveis.
Os físicos chamaram espaço de transcendência, pois ao efetuar esse salto, o elétron não passou por um espaço vulgar, como na física tradicional, mas por um espaço conceitual.
Essa descontinuidades continuarão existindo, embora não haja explicação matemática. E daí a conclusão: se não existe a previsão matemática, há espaço para o livre-arbítrio.
O livre-arbítrio, Deus, Consciência, colapso, entraram para a física porque os físicos descobriram o Princípio da Incerteza e passaram a saber que existem as possibilidades e as probabilidades. Então deve haver um agente que colapsa as possibilidades em eventos reais. Esse agente não é determinista. O Princípio da Incerteza é fundamental.
Há então uma solução não determinista, uma possibilidade de escolha pela Consciência, que levou Goswami, Allan Wolf, Henry Stab, e Nick Herbert, todos PHD em física, a aprofundarem seus estudos no sentido da espiritualidade. A conclusão que se impôs, pelo caminho da ciência pura, é que o Universo é matematicamente inconsistente sem existência de um conjunto superior, no caso, Deus.
Acreditam os pensadores citados que se esses estudos se desenvolverem, Deus será objeto de ciência e não apenas de religião. Prevendo esse futuro, Kardek, ao lançar as bases da Ciência dos Espirítos, determinou que os seguidores da Doutrina Espírita deveriam buscar ativamente o conhecimento libertador, ao sentenciar: Amai-vos e instrui-vos.
Hoje, sabemos que o verdadeiro conhecimento leva ao amor, pois se tudo está conectado no universo, é amando o meu próximo e ajudando-o que consigo progredir e e ajudar-me.
Voltando ao observador, sabemos que não há fenômeno sem que seja registrado e que a Consciência que escolhe o colapso é a Consciência Universal.
Então, ao sabermos da influência do observador, um co-criador de fenômenos e que não há fenômenos sem observador, poderíamos nos perguntar como as leis físicas, os átomos, a Terra, existiam quando não havia o homem para observá-los. Obviamente estavam sob a Magna Consciência que os criou. A Consciência Cósmica não é subjetiva. Age de forma bem definida.
Em não havendo ma Consciência Cósmica, cada ser criaria sua realidade, no mesmo plano e aperceberia de uma forma diferente, mas aí estaríamos a um passo do absurdo, acreditando que tudo o que percebo, inclusive as outras pessoas, seria mera criação da minha mente.
Ao verificar que o racionalismo não é suficiente para descrição completa do Universo, os físicos passaram a considerar as informações vindas de mundos extra-sensoriais, como a intuição.
Passaram a considerar faculdades do espírito para o melhor exame e descrição do Universo.
Nessa visão ou queremos progredir ou ficamos presos a condicionamentos. Então, quanticamente, em vez de pensarmos em bem ou mal, pensamos em criatividade X condicionamento. A criatividade nos permite evoluir, abrindo novas perspectivas: o condicionamento nos estanca em um mundo em que não podemos intervir.
Segundo Danah Zohar, física e pós- graduada em Filosofia e Religião na Universidade de Harvard, a revolução científica do sec. XVII, com a dúvida cartesiana e a Mecânica de Newton, mudaram radicalmente o modo como vemos a nós mesmos e ao mundo.
Segundo essa autora, a filosofia cartesiana arrancou os seres humanos do contexto religioso, social e familiar e lançou-os de ponta-cabeça no que ela chama de cultura centrada no eu. O observador estava apartado de uma realidade na qual não tinha escolha ou condição de interferência.
Da previsibilidade surgiu o determinismo, mas esse não é invocado apenas pela mecânica newtoniana. É também base de muitos sistemas religiosos, que viam o Universo como gigantesca empresa, governada por Deus e a Seu serviço, onde o homem insignificante deveria compreender que "manda quem pode, obedece quem tem juizo."
Assim funcionam até hoje muitas empresas, cultivando lideranças autoritárias e acreditando que a força de um, impondo temor aos outros, constrói mais do que a sinergia.
Bertrand Russel, matemático, lógico e filósofo inglês, escreveu - "O mundo que a ciência nos apresenta para que acreditemos nos diz: que o homem é o produto de causas que não tinham qualquer previsão do fim ao qual chegariam; que sua origem, seu crescimento, esperanças e temores, seus amores e crenças, não passam do resultado do posicionamento acidental de átomos; que nenhum heroísmo, nenhum grau de pensamento ou de sentimento pode preservar a vida individual após a morte; que toda labuta dos séculos, toda a devoção, toda a inspiração, todo o imenso brilho do gênio humano estão destinados à extinção na vasta morte do sistema solar; e que toda conquista humana deverá inevitavelmente ser soterrada sob os escombros de um Universo em ruínas."
Em um mundo assim descrito é natural que prevaleça o egocentrismo, a opressão do mais forte sobre o mais fraco como comportamentos naturais, de acordo com as leis que regem o Universo.
As leis da História descritas por Marx, a luta desesperada pela sobrevivência de Darwin, e as tempestuosas forças da sombria psiquê de Freud devem, em alguma medida, sua inspiração à Teoria Física de Newton.
É natural a prepotência, até porque num mundo em que só as forças tem significado e capacidade de produzir mudanças, o uso delas para qualquer objetivo é perfeitamente lógico e natural.
- A Física Quântica reintegra o homem no mundo. Afirma que todos estamos ligados e tem no inter-relacionamento, no entrelaçamento de tudo, sua lei Maior. Afirma a unidade de tudo, e eliminando o determinismo, novamente concede ao homem a possibilidade de sentir a maravilhosa experiência da liberdade.
Essa Física inclui a consciência e a imortalidade, que nada mais é que uma decorrência do Princípio da Lei da Conservação da Energia.
Goswami ficou impressionado porque a Física Quântica permitiu responder de forma afirmativa se há Reencarnação. Concordando com Kardec, ele acha impressionante que um dia a ciência possa responder a perguntas do tipo: "o que acontecerá quando eu morrer?"
Resgatando o papel da consciência e reintegrando o homem ao mundo,a Física Quântica nos abre novas, luminosas e felizes perspectivas.
"Escolho, logo existo." Pense nisto!
A Quântica se interconecta com o espiritismo ao estabelecer o primado do livre-arbítrio e, com ele, o da nossa responsabilidade. Também se integram muitas religiões e filosofias que entendem que o homem é o construtor do seu destino e age de acordo com suas escolhas pessoais, de sua plena responsabilidade.
Nossa missão, nessa Terra, é evoluir junto com ela, melhorando-lhe as condições e possibilidades, passando por diferentes estágios de aperfeiçoamento. Não estamos limitados ao tempo de uma existência; aprendemos sucessivamente, repetimos experiências e vamos evoluindo rumo a planos superiores.
Há duas posições defensáveis:
Uma, entender que com a morte tudo termina. Não resiste a uma observação sobre entropia, uma vez que o Universo fruto do acaso é cada vez mais descartado pelos cientistas, que hoje entendem que a base formadora do universo é a energia e intenção.
A outra é crer numa inteligência suprema, à falta de um termo mais adequado, planejadora e executora do Universo, e do espirito humano imortal.
Aí, como corolário da justiça divina, teremos a evidência da reencarnação. Só através dela poderemos vislumbrar, entre aparentes injustiças, a equidade do "A cada um segundo suas obras." Só a ideia da reencarnação permite a ideia de um Deus justo.
REVENDO AS IDEIAS DE DEUS
O grande problema das religiões foi considerar Deus como algo distinto de nós. Alguém que está nos observando para punir-nos ou premiar-nos, ao fim da existência. O pensamento básico é que somos um com o Grande Ser que nos criou, criou as galáxias, e que nos trouxe para cá a fim de que nos aperfeiçoássemos cada vez mais. É necessário trocar o Deus de fora pelo Deus de dentro; viver em Deus.
Não pode haver um Deus só para condenar e é muita pretensão do homem, perdido no fundo do quintal da Via Láctea, achar que pode ofender Deus todo-poderoso.
Deus é um nome para explicar experiências que temos no mundo e que, de certa forma, são transcendentes. As religiões se apropriaram dessas ideias e fizeram muito mal ao homem. Mas não podemos confundir as religiões como conjunto de princípios, como fazem dela líderes despreparados. Alguns credos, que se pretendem os únicos e verdadeiros e pugnam pela eliminação dos demais, não podem ser confundidas com as bases morais e filosóficas da maioria das religiões.
Há que se separar a mensagem que gera o movimento daquilo que fazem dele líderes mal preparados e ávidos de poder material e esquecidos de que os dons do espirito só se desenvolvem com tolerância, como caminho, e a fraternidade, como ideal maior.
Kardec despersonaliza Deus, entendendo-o como inteligência suprema. Estamos aqui, criaturas de uma Consciência Cósmica para evoluir, construindo um mundo melhor, que se configura de dentro para fora. Estamos aqui para evoluir, para amar sem temor, para a busca da felicidade.
Prêmios e castigos não existem como algo imposto por uma autoridade externa. O que existe é a Lei de Ação e Reação mais uma vez colocando a responsabilidade sobre nós. Simplesmente a Lei física de Ação e Reação.
O eco ou a reverberação, a volta de um som que produzimos ao ser refletido num obstáculo, terá a mesma frequência do som original. É uma lei natural. O que fazemos a nós retorna; colhemos aquilo que plantamos.
Por isso devemos procurar melhorar nossos relacionamentos; não remoer ódios ou ressentimentos. O Dalai Lama nos ensina que o caminho da felicidade passa pela compaixão que devemos ter para com todas as criaturas. O verdadeiro significado da compaixão é uma atitude de compreensão que devemos ter em relação aos demais. Entendendo que por piores que nos pareçam as atitudes de uma pessoa e por pior que ela nos pareça ser, um dia ela evoluirá e chegará à níveis superiores.Ninguém está perdido para a evolução.
ENTÃO:
Somos uma consciência que sempre existiu no Campo Quântico de infinitas possibilidades, colapsadas pela Consciência Universal e que sempre existirá no fascinante mundo da evolução.
Como vimos, as grande lições da Física Quântica nos reintegraram ao mundo e nos devolveram a liberdade de escolha.
Em resumo, as grandes conquistas dessa ciência são:
- Temos possibilidades de escolha: Escolho,logo existo.
- O observador é um co-criador.
- Não há fenômeno que não seja observado por alguém.
- O Universo está interconectado(essa é a grande lei).
- Somos uns com os outros e com a Grande Consciência Cósmica.
- O mundo não é determinista, logo temos o libre-arbítrio.
- O Universo é matematicamente inconsistente sem a existência de um conjunto superior, no caso, Deus.
Em respeito a grandeza do nosso ser, que é uno com o Universo e com todos os outros seres, vamos fazer melhores escolhas. Escolha mais felizes, orientadas pelo amor, que é a grande lei da espiritualidade. Vamos nos construir como seres de luz e harmonia. Vamos amar intensamente, cultivar os sentimantos de fratenidade, porque todos somos um.
E, assim entendemos que todos somos um, e que o mal que fazemos aos outros fazemos a nós mesmos, assim como o bem. Marchemos para um mundo de paz e realizações, fazendo o planeta dar um salto quântico na escala evolutiva, que depende do salto dado por seus habitantes, energizados pelo amor e pelos sentimentos de paz, desenvolvido a partir da capacidade de entender as pessoas como elas são e não como nós gostaríamos que fossem, ou queremos determinar que sejam.
Extraído de artigo de Moacir Lima