JESUS CRISTO: Afinal quem era esse homem que surgiu do nada para se tornar, em sua curta vida, de talvez apenas 32 anos, um professor, pensador e pregador, cujas palavras e atos viriam mudar o mundo e tornar-se à base para a maior religião do mundo?
Para se entender corretamente o cristianismo fazem-se necessárias algumas distinções, aceitas pela grande maioria dos estudiosos. Assim importa distinguir entre o Jesus histórico e o Cristo da fé. Sob o Jesus histórico se entende o pregador e profeta de Nazaré como realmente existiu sob César Augusto e Pôncio Pilatos. O Cristo da fé é o conteúdo que surge das pregações dos discípulos que vêem nele o Filho de Deus e o Salvador.
Outra distinção importante é entre a Tradição de Jesus e a religião cristã. A tradição de Jesus se situa anteriormente a escritura dos evangelhos embora esteja contida neles. Os evangelhos foram escritos depois de trinta e até mesmo sessenta anos depois da execução de Jesus. Nesse espaço de tempo já se haviam organizado comunidades e igrejas, com suas tensões internas naturais às instituições.
Os evangelhos retratam essa realidade. Não pretendem ser livros históricos, mas de edificação e difusão da vida e da mensagem de Jesus como Salvador do mundo.
É preciso reconhecer que os Evangelhos, principais narrativas de Jesus na Bíblia cristã, não são livros históricos no moderno sentido do termo. Os textos dos Evangelhos, todos eles, são uma combinação de elementos históricos e interpretações feitas posteriormente no âmbito das comunidades cristãs.
O chamado Jesus é uma figura humilde, que põe sua mensagem - o anúncio da chegada do Reino de Deus, acima de qualquer preocupação com sua própria importância. Não se comporta como uma entidade toda poderosa ou onisciente. E coloca em primeiro lugar a história e destino do povo de Israel, ao qual pertence. É um Jesus que pode ajudar os cristãos a repensarem a origem de sua própria fé, mas não é uma ameaça a ela.
Existem muitas corrente sobre quem foi Jesus. Muitos dizem que Ele foi profeta de Deus, ou seja, um porta-voz da mensagem do Senhor aos homens; outros dizem que Ele foi um revolucionário, por causa de sua mensagem bem diferente dos discursos da época; e ainda temos os que dizem que Ele foi apenas alguém que tentou mudar Sua sociedade mas que falhou, visto que foi crucificado.
Jesus foi sem dúvida a personagem mais fascinante da história da humanidade.
Praticamente todos os acadêmicos contemporâneos concordam que Jesus existiu na História, embora não haja consenso sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e de quão perto o Jesus bíblico está do Jesus histórico.
A maior parte dos acadêmicos concordam que Jesus foi um pregador judeu da Galileia, foi batizado por João Batista e crucificado por ordem do procurador romano Pôncio Pilatos. Os acadêmicos construíram vários perfis de Jesus histórico, que o retratam em um ou mais dos seguintes papéis: o líder de um movimento espiritual, o Messias, um curandeiro carismático, um sábio ou filósofo, ou um reformista igualitário.
A investigação tem vindo a comparar os testemunhos do Novo Testamento com os registros históricos fora do contexto cristão, a fim de determinar a cronologia da vida de Jesus.
JESUS PARA OS CRISTÃOS:
Para os cristãos, Jesus foi um messias - o salvador.
O poder de suas palavras, seu exemplo e suas sábias doutrinas de paz, tolerância e fé, transformaram seus ensinamentos na religião com maior número de seguidores do Planeta. São mais de dois bilhões de cristãos, em todo o mundo, cerca de um terço da população mundial.
De acordo com a fé cristã, Deus mandou seu filho para ser o salvador (Messias) dos homens. Este, seria o responsável por divulgar a palavra de Deus entre os homens. Foi perseguido, porém deu a vida pelos homens.
Jesus nasceu em Belém, na região da Judéia. Sua família era muito simples e humilde. Por volta dos 30 anos de idade começou a difundir as ideias do cristianismo na região onde vivia. Desperta a atenção do imperador romano que temia a aparição de um novo líder numa das regiões dominadas pelo Império Romano.
Em suas peregrinações, começa a realizar milagres e reúne discípulos e apóstolos por onde passa. Perseguido e preso pelos soldados romanos, foi condenado à morte por não reconhecer a autoridade divina do imperador. Aos 33 anos, morreu na cruz e foi sepultado. Ressuscitou no terceiro dia e apareceu aos discípulos dando a eles a missão de continuar os ensinamentos.
A principal ideia, ou mensagem, da religião cristã é a importância do amor divino sobre todas as coisas. Para os cristãos, Deus é uma trindade formada por: pai(Deus), filho(Jesus) e Espírito Santo.
Jesus para os cristãos defendia a paz, harmonia, o respeito, um único Deus, o amor entre os homens e era contrário à escravidão.
JESUS PARA OS ESPÍRITAS:
De início, é válido dizer que o Espiritismo é cristão! Um trecho do Livro dos Espíritos explica de forma clara e objetiva quem é Jesus os para os espíritas.
Perg. 625: Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
"Jesus".
Para os espíritas, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que o Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque sendo ele o mais puro de quantos tem aparecido na terra, o Espírito divino o animava".
Allan Kardec nos deixou bem definida a concepção espírita sobre a natureza do Cristo, quer física, quer, sobretudo, espiritualmente.
Tal é a condição espiritual de Jesus: a dos espíritos puros, ou seja, a dos espíritos "que percorreram todos os graus da escala e se despojaram das impurezas da matéria".
Apesar de integrar o número "dos que não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis", dos que "realizam a vida eterna no seio de Deus", encarnou-se entre nós por missão.
Conforme o nº 233 do Livro dos Espíritos esclarece: "Os espíritos já purificados descem aos mundos inferiores", a fim de que não estejam tais mundos "entregues a si mesmos, sem guia para dirigi-los".
É bem verdade que ao nº 625 da mesma obra, Allan Kardec apresenta Jesus como " o tipo da perfeição moral que a Humanidade pode aspirar na Terra", em quase exata conformidade com o que diz sobre os espíritos superiores, os quais, segundo ele:
"Quando, por exceção, encarnam na terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a humanidade pode aspirar nesse mundo
"(nº111).
Rejeitando o dogma da divindade de Jesus, o espiritismo nega somente o que resultou da elaboração de mentes humanas (ratificada apenas no Concílio de Nicéia, em 325 d.C, na composição de uma teologia que expressa, nesse particular como em muitos outros, uma posição contrária ao do próprio Cristo,uma vez que ele mesmo se coloca em posição de inferioridade em relação a Deus, subordinado a Ele, e se declarando como Seu enviado, como demonstrado pelos versículos abaixo:
JOÃO 14:28 - se me amásseis, alegrar-vos-íeis, de que eu vá para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.
JOÃO 5:30 - Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
João 7:26 - Jesus, pois, levantou a voz no templo e ensinava, dizendo: sim, vós me conheceis, e sabeis de onde sou; contudo eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis.
João 12:40-50 - Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o meu Pai me ordenou.
Lucas 13:13 - Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã, e no da seguinte; porque não convém que morra um profeta fora de Jerusalém.
João 14:24 - Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; Ora, a palavra que estais ouvindo não é a minha, mas do Pai que me enviou.
João 28:28-29 - Prosseguiu, pois, Jesus: quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o pai me ensinou, assim falo. E aquele que me enviou está comigo; não me tem deixado só; porque faço sempre o que é do seu agrado.
João 13:16 - Em verdade, em verdade vos digo: não é o servo maior que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.
Um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, elucida o que Jesus representa para os espíritas:
" mas o papel de Jesus não foi o de simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Coube-lhe dar cumprimento as profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera-lhe ensinar o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização do destino humano".
JESUS PARA OS JUDEUS
Para os judeus ortodoxos, Jesus não preencheu as profecias messiânicas.
Muitos anos antes da época evangélica o povo judeu era escravo no Egito. Então Deus, através de Moisés, o livrou da escravidão e o levou à "terra prometida". Moisés, assim como David, Abraão, Jacó foram líderes que conduziram seu povo. Foram chefes políticos que ajudaram a formar e a estruturar a consciência judaica. Foram líderes de um povo, uma nação.
A maioria dos profetas do Velho Testamento percorreram esse mesmo caminho. A palavra comum (ao analisar o Messias que viria) era um líder triunfante, um chefe. Ele conduziria seu povo à liberdade e derrotaria seus dominadores.
Isaías foi um profeta que descreveu o Messias sem a "roupagem" do poder e do triunfo. Ele descrevia um messias místico, que falava e vivia o sentido mais profundo e atemporal de Deus. Um Messias que sofreria por causa da ignorância dos homens.
Quando Jesus nasceu a Palestina estava sob o domínio do império romano. O povo judeu desejava ardentemente a liberdade.
Muitas revoltas já haviam acontecido e iriam acontecer nesta província. Mais do que nunca a palavra Messias era associada a ideia de libertação das leis romanas. Um Messias verdadeiro seria um Messias guerreiro que iria libertar seu país e ser rei.
Aqueles que seguiam Jesus,que viam seus milagres e que viam autoridade em sua fala não tardaram a confundí-lo com esse Messias guerreiro estadista. Eles sabiam que Ele tinha poder. O que restava era saber quando Ele iria assumir a liderança de Seu povo e tomar o poder. Mas isso Jesus não fez. E foram muitos os que se decepcionaram.
O que Jesus deveria atingir
a-Construiria o Templo Sagrado
b-Levaria todos os judeus de volta a terra de Israel
c-Introduziria uma era de paz mundial, e terminaria com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: "Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra".
d-Divulgaria o ensinamento do Deus de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: "Deus reinará sobre todo o mundo - naquele dia, Deus seria Um e seu nome seria Um".
Para os judeus o fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma dessas profecias messiânicas.
Para os místicos Jesus foi (e ainda é) um mestre Cósmico que possui um importante papel na evolução da humanidade.
Jesus é um guia de luz, um ser elevado espiritualmente para nos guiar com sua infinita sabedoria.
Os mestres espirituais(como Jesus) são a verdadeira fonte para aprendermos as leis do Universo e e o regresso ao caminho de Deus. Seu papel é ajudar o planeta e a humanidade conforme avançamos de uma vida para a seguinte, até que alcancemos o auto-domínio e a liberação final da roda da vida.
Jesus, mestre soberano, veio para trazer a verdade do ser criador de todas as coisas para as criaturas do nosso planeta, e o fez com toda a humildade.
Jesus nos esclarece o caminho nos ensinando os passos que devemos dar rumo ao auto-conhecimento. Ele nos guia entre as provas da vida e permanece conosco entre as diferentes vidas. Quanto mais estudamos seu ensinamentos, quanto mais nos voltamos abertos e conscientes de sua presença, mais Ele se converte em uma força visceral e poderosa em nossas vidas.
Aqueles que seguiam Jesus,que viam seus milagres e que viam autoridade em sua fala não tardaram a confundí-lo com esse Messias guerreiro estadista. Eles sabiam que Ele tinha poder. O que restava era saber quando Ele iria assumir a liderança de Seu povo e tomar o poder. Mas isso Jesus não fez. E foram muitos os que se decepcionaram.
JESUS NÃO PRENCHEU AS PROFECIAS MESSIÂNICAS.
a-Construiria o Templo Sagrado
b-Levaria todos os judeus de volta a terra de Israel
c-Introduziria uma era de paz mundial, e terminaria com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: "Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra".
d-Divulgaria o ensinamento do Deus de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: "Deus reinará sobre todo o mundo - naquele dia, Deus seria Um e seu nome seria Um".
Para os judeus o fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma dessas profecias messiânicas.
JESUS PARA OS MÍSTICOS
Para os místicos Jesus foi (e ainda é) um mestre Cósmico que possui um importante papel na evolução da humanidade.
Jesus é um guia de luz, um ser elevado espiritualmente para nos guiar com sua infinita sabedoria.
Os mestres espirituais(como Jesus) são a verdadeira fonte para aprendermos as leis do Universo e e o regresso ao caminho de Deus. Seu papel é ajudar o planeta e a humanidade conforme avançamos de uma vida para a seguinte, até que alcancemos o auto-domínio e a liberação final da roda da vida.
Jesus, mestre soberano, veio para trazer a verdade do ser criador de todas as coisas para as criaturas do nosso planeta, e o fez com toda a humildade.
Jesus nos esclarece o caminho nos ensinando os passos que devemos dar rumo ao auto-conhecimento. Ele nos guia entre as provas da vida e permanece conosco entre as diferentes vidas. Quanto mais estudamos seu ensinamentos, quanto mais nos voltamos abertos e conscientes de sua presença, mais Ele se converte em uma força visceral e poderosa em nossas vidas.
JESUS FOI UMA PESSOA REAL?
Jesus Cristo realmente existiu ou o cristianismo foi criado em torno de uma lenda? Poucos estudiosos contestam a existência de Jesus, mas alguns inimigos do cristianismo estão tentando provar o contrário.
Em um processo contra o Vaticano, a Igreja foi acusada de inventar a história da existência de Jesus. Apesar de o caso ter sido retirado da Corte em fevereiro de 2006, o querelante, Luigi Cascioli, apelou, mas o caso foi finalmente fechado. Os argumentos contra a existência de Jesus vieram à público na rede CNN de TV quando Ellen Johnson, presidente da American Atheists, declarou:
"A verdade é que não existe nenhuma vírgula de evidência secular que Jesus Cristo realmente existiu. Jesus Cristo e o cristianismo se referem à uma religião moderna. E Jesus Cristo é uma compilação de outros deuses: Osíris, Mitras e outros tiveram a mesmas origens e a mesma morte como o mitológico Jesus Cristo".
Johnson e um grupo de líderes religiosos discutiram a questão, "O que acontece depois que morremos?" em um programa Larry King Live da CNN. O normalmente imperturbável King pausou e refletiu, respondendo depois: " Então você não acredita que Jesus Cristo existiu?" Com um ar de confiança, Johnson respondeu: "Não, não existiu. Não é no que eu acredito, simplesmente não existe evidência secular de que Jesus Cristo de fato existiu". King ficou sem resposta e foi para uma pausa para os comerciais. Nenhuma discussão de evidencia contra ou favor da existência de Jesus se prosseguiu. A audiência internacional da televisão ficou apenas se perguntando.
Cinquenta anos antes, Bertrand Russel chocou sua geração com o livro "Porque não sou cristão", onde questionou a existência de Jesus. Ele escreveu:
"Historicamente, é bastante duvidoso se Cristo realmente existiu, e se Ele existiu, nada sabemos sobre Ele, tanto que não estou preocupado com a questão histórica, que é por si só uma questão bastante difícil."
É possível que o Jesus que muitos julgam real nunca tenha existido? Em a História da Civilização, o historiador secular Will Durant colocou a seguinte questão:
"Terá Cristo realmente existido? Será que a história do fundador do cristianismo é produto da dor, imaginação e esperança humanos - um mito comparado às lendas de Krishina, Osíris, Átis, Adônis, Mitra e Dionísio?"
Durant indicou como a história do cristianismo possui muitas semelhanças suspeitas com as lendas dos deuses pagãos. Então, como podemos saber com certeza que este homem, que muitos idolatram e outros amaldiçoam, foi de fato real?
MITO VERSUS REALIDADE
Vamos começar com uma questão mais fundamental: o que distingue mito da realidade? São três razões primárias:
- documentos escritos de historiadores antigos;
- impacto histórico;
- outras evidências históricas e arqueológicas.
DOCUMENTOS HISTÓRICOS SOBRE JESUS
Para Jesus existem relatos tanto religiosos quanto seculares. Mas devemos levantar a questão: será que eles foram escritos por historiadores confiáveis e objetivos? Vamos dar uma olhada.
RELATOS NÃO CRISTÃOS ANTIGOS
Quais historiadores do primeiro século que escreveram sobre Jesus não tinham intenções cristãs?
Primeiramente, vamos ver os inimigos de Jesus.
Seus oponentes judeus seriam os que teriam mais a ganhar negando a existência de Jesus. Mas as evidências apontam o contrário. "Muitos textos judeus contam sobre sua existência em carne e sangue. Ambos os Guemoras do Talmude judeu fazem referências a Jesus. Apesar de consistirem de apenas algumas poucas e amargas passagens que visam refutar a divindade de Jesus, esses são textos judeus muito antigos que não o indicam como pessoa histórica".
Flávio Josefo foi um notável historiador judeu que começou a escrever sob a autoridade romana em 67 dc. Josefo nasceu apenas alguns anos após a morte de Jesus, tinha conhecimento da reputação de Jesus tanto entre os romanos como entre os judeus. Em seu famoso Antiguidades Judaicas (97 dc) Josefo escreveu sobre Jesus como uma pessoa real.
"Naquele tempo viveu Jesus, um homem santo, se ele pode ser chamado de homem, pois realizou trabalhos poderosos, ensinou aos homens e recebeu com prazer a verdade. E ele foi seguido por muitos judeus e muitos gregos. Ele foi o Messias."
Apesar de haver certa controvérsia a respeito do relato, especialmente quanto a referência de Jesus ser o messias (estudiosos são céticos, pensando que os cristãos inseriram essa frase), Josefo de fato confirmou sua existência.
E sobre os historiadores seculares que viveram nos tempos antigos, mas não tinham motivações religiosas? Existe atualmente confirmação de pelo menos 19 escritores seculares antigos que fizeram referência a Jesus como uma pessoa real.
Um dos maiores historiadores da antiguidade, Cornélio Tácito, afirmou que Jesus sofreu com Pilatos. Tácito nasceu cerca de 25 anos antes da morte de Jesus e ele testemunhou como o alastramento do cristianismo começou a afetar Roma. Os historiadores romanos escreveram negativamente sobre Cristo e os cristãos, identificando-os em 115 dc, como "uma raça de homens detestados por suas práticas e chamados geralmente de Chrestiani. O nome deriva de Chrestus, que no reino de Tibério, sofreu com Pôncio Pilatos, procurador da Judéia".
Os seguintes fatos sobre Jesus foram escritos por fontes antigas não cristãs:
- Jesus era de Nazaré;
- Jesus viveu uma vida virtuosa e sábia.
- Jesus foi crucificado na Judéia por Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério Cesar na época da páscoa, sendo considerado um rei judeu.
- Os discípulos de Jesus acreditavam que ele morreu e ressuscitou de entre os mortos três dias depois.
- Os inimigos de Jesus reconheciam que ele realizava feitos desconhecidos que eram chamados de "bruxaria".
- O pequeno grupo de discípulos de Jesus multiplicou-se rapidamente, alastrando-se até Roma.
- Os discípulos de Jesus negavam o politeísmo, viviam vidas moralmente adequadas e idolatravam Cristo como Deus.
O teólogo Norman Geisler declarou:
"Esta visão geral é completamente coerente com a do Novo Testamento".
A Enciclopédia Britânica cita esses vários relatos seculares da vida de Jesus como prova convincente da sua existência. Ela declara:
" Esses relatos independentes provam que nos tempos antigos os oponentes do cristianismo nunca duvidaram da historicidade de Jesus".
IMPACTO HISTÓRICO
Uma importante distinção entre um mito e uma história real e uma pessoa real é como esta figura impacta a história.
Os governos do primeiro século da Judéia e de Roma não foram muito afetados pela vida de Jesus. O cidadão romano médio não sabia que ele existiu até muitos anos após sua morte, e a cultura romana permaneceu à parte de seus ensinamentos por décadas e muitos séculos se passariam antes de matar cristãos no coliseu tornar-se um passatempo nacional. O resto do mundo teve pouco conhecimento dele. Jesus não liderou nenhum exército. Ele não escreveu nenhum livro nem mudou nenhuma lei. Os líderes judeus esperavam ter eliminado sua memória e parecia haver conseguido.
Hoje, contudo, a Roma antiga está em ruínas. As poderosas legiões romanas e a pompa da potência imperial de Roma foram esquecidos. E como Jesus é lembrado hoje? Qual sua influência duradoura?
- Mais livros foram escritos sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa na história.
- Nações usam suas palavras como base para seu governo. De acordo com Durant, " o triunfo de Cristo foi o início da democracia".
- Seu Sermão no monte estabeleceu um novo paradigma de ética e moral.
- Escolas, hospitais, e trabalhos humanitários foram criados em seu nome. Harvard, Princeton, Yale e Oxford foram algumas das universidades que devem aos cristãos sua fundação.
- O papel elevado das mulheres na cultura Ocidental tem sua origem em Jesus (As mulheres dos dias de Jesus eram consideradas inferiores e praticamente não pessoas até seus ensinamentos serem seguidos).
- A escravidão foi abolida no Reino Unido e nos Estados Unidos com base nos ensinamentos de Jesus de que cada vida humana é preciosa.
- Ex-dependentes de álcool e drogas, prostitutas e outros buscando propósitos na vida declaram que ele é a explicação para a mudança nas suas vidas.
- Dois bilhões de pessoas consideram-se cristãs. Enquanto algumas são cristãs apenas no nome, outras continuam a influenciar nossa cultura de acordo com os princípios ensinados por Jesus de que toda vida é valiosa e de que devemos amar uns aos outros.
Incrivelmente, Jesus causou todo esse impacto como resultado de um ministério de apenas três anos. As evidências documentadas e o impacto histórico apontam para o fato de que Jesus de fato existiu. E se de fato existiu, também podemos esperar procurar suas marcas nos detalhes históricos. Os mitos não deixam tais detalhes que o confirmem.
Um dos pontos principais para os estudiosos é o fator tempo. Notícias do cristianismo espalharam-se rápido demais para serem atribuídos a um mito ou lenda. Se Jesus não tivesse existido, os que se opunham ao cristianismo decerto teriam-no intitulado um mito desde o início. Mas eles não fizeram isto.
Jesus Cristo impactou a paisagem da história como um grande terremoto. Esse é o rastro de evidência que convence os estudiosos que Jesus de fato existiu e de fato impactou nosso mundo há 2 mil anos atrás.
Arqueólogos confirmaram a existência de Pilatos em 1962 quando descobriram esse nome incluído em uma inscrição numa pedra escavada. Da mesma maneira, a existência de Caifás era incerta até 1990, quando foi descoberto um ossuário(caixa de ossos) contendo essa inscrição.
Mas a evidência histórica mais concludente sobre a existência de Jesus foi a rápida ascensão do cristianismo. Como pode ser explicado sem Cristo? Como esse grupo de pescadores e outros trabalhadores poderiam ter inventado Jesus em poucos anos? Durant respondeu sua própria questão introdutória - Cristo realmente existiu? - com a seguinte conclusão:
"Alguns homens simples terem inventado em uma geração uma personalidade tão poderosa e atraente , tão elevada, ética e inspiradora de uma visão de irmandade humana, seria um milagre ainda mais incrível do que a registrada nos evangelhos".
O VEREDICTO DOS ESTUDIOSOS
Clifford Herschel Moore, professor da Universidade de Harvard, declarou sobre a historicidade de Jesus que "o cristianismo conheceu seu salvador e redentor e não um deus qualquer cuja história era baseada em fé mítica...Jesus foi histórico e não um ser mítico. A fé cristã baseia-se em fatos positivos, históricos e aceitáveis".
Enfim, a ampla documentação da vida de Jesus por escritores da época, seu profundo impacto histórico e a evidência tangível e confirmadora da história persuadiram os estudiosos de que Jesus de fato existiu. Será que um mito poderia ter feito tudo isto?
Independentemente do que qualquer um possa pensar, Jesus de Nazaré foi uma figura dominante na história da cultura ocidental por 20 séculos...É de seu nascimento que a maioria das raças humanas datam seus calendários, é em seu nome que milhões amaldiçoam ou rezam.
Jesus nos afirmava que tudo que procuramos que tudo que buscamos está dentro de nós e a nossa volta (como unidade) e que nenhum templo é mais sagrado que nosso corpo, abrigando tudo o que somos e sempre seremos.
ENTÃO: "NÓS SOMOS O NOSSO CAMINHO, A NOSSA VERDADE E A NOSSA VIDA".
Fonte:site muito além das palavras



.gif)






